Brasil ultrapassa 100 medalhas de ouro nas Paralimpíadas

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O sétimo dia dos Jogos Paralímpicos de Tóquio está entranhado na história do Brasil, bem como os nomes de Yeltsin Jacques, do atletismo, e Carol Santiago, da natação. Graças aos atletas, a equipe verde e amarela chegou a 101 medalhas de ouro na história .Assim, a delegação brasileira chegou a 14 medalhas douradas no Japão e igualou a marca obtida na Rio 2016. O país agora corre atrás do recorde estabelecido em Londres 2012, com 21 ouros.

Número centenário 

Yeltsin Jacques foi o responsável pela 100ª medalha de ouro em Jogos Paralímpicos da história do país, ao ser campeão na prova de 1500m da classe T11 (deficiente visual). O atleta de Mato Grosso do Sul acompanhado do atleta-guia, Carlos Antônio dos Santos, o Bira, liderou a prova toda e bateu o recorde mundial ao fechar em 3min57s60, no Estádio Olímpico de Tóquio. O recorde anterior era de 3min58s37 do queniano Samwel Mushai Kimani, dos Jogos Paralímpicos de Londres 2012.

Yeltsin Jacques e Carlos Antônio comemoram a 100ª medalha de ouro da história do Brasil (Foto: Rogerio Capela/CPB)

“Hoje de manhã o Bira comentou sobre a 100º medalha de ouro do Brasil em Jogos Paralímpicos e isso deu uma motivação especial. Ele disse que a gente iria fazer história mais uma vez. A gente saiu do quarto pensando em ganhar a medalha. Tinha mente em fazer a passagem em 64 segundos, e com isso daria para bater o recorde. Nos últimos 100m metros, o Bira falou para segurar que iria dar recorde”.

– Yeltsin Jacques

Duplo ouro

A pernambucana Carol Santiago conquistou mais uma medalha de ouro em Tokyo 2020. A nadadora subiu ao lugar mais alto do pódio ao vencer os 100m livre (classe S12 -para atletas com deficiência visual). Essa é a dourada de número 101 do Brasil.

Carol Santiago segurando sua segunda medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio (Foto: Miriam Jeske/CPB)

Carol, que já havia conquistado o bronze nos 100m costas e o ouro nos 50m livre, ganhou os 100m livre com o tempo de 59s01, seguida por Daria Pikalova, do Comitê Paralímpico Russo (59s13) e pela britânica Hannah Russel (1min00s25). Outra brasileira presente na prova, Lucilene Sousa fechou a final em sexto lugar (1min02s42).

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